Contracorrente nº 14

O Contracorrente 14 saiu em julho de 1987, com uma entrevista com os Kães Vadius na capa – aos poucos, iam sendo feitos os contatos que desembocaram nos shows em Brusque no ano seguinte.

Entre os destaques, a banda Karne Krua, de Aracaju, May East, a coluna armaZine (destaque dentro dos destaques, o Gass, do Arthur G. Couto Duarte), mais Cólera na Europa e o Carioca, músico que já tinha ligação com Brusque desde a década anterior, nos tempos do Cogumelo Atômico.

Uma notinha profética do Luís: “enquanto isso, o programa dos Festejos de BQ está vazio de atividade cultural e rockeira prá moçada… tudo em cima prá vinda do Kães Vadius e Grinder’s, de Sampa, e plóft… política sempre foi e será um poder discriminador e castrador. (…) Milagres ainda podem acontecer, mesmo numa cidadezinha como BA. Será?” Pois é, aconteceram.

Colaboraram da edição: Tony Zimmermann/Tony Monteiro (O Peso do Brasil), Alexandre A. Pereira (SP), uma página inteira passando em revisa discos recém-lançados no Brasil, por Miguel Vasconcelos (RJ), Eduardo Monteiro (ES) Roberto Poll e Ronaldo Martim (Rocker Produções) e o artista plástico brusquense J. Grimm.

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Contracorrente nº 13

A periodicidade exemplar do começo do ano começou a falhar: maio ficou sem edição nova do Contra. O número 13 saiu em junho, com a capa dedicada a uma matéria tripla sobre o show do Echo & the Bunnymen em São Paulo. Uma parte escrita por Pena e Zeca, outra parte por José Paulo Vicente e o terceiro terço assinado por Silvia Takeda.

Esta edição teve a participação de Fabian Chacur, que entrevistou o Violeta de Outono. E teve a primeira colaboração de Henry Jaepelt, que se tornou parte do time fixo do Contra. Destaque também para a banda gaúcha Pupilas Dilatadas e para os Devotos de Nossa Senhora Aparecida.

A edição teve suas colunas tradicionais: O Peso do Brasil (Tony Zimmermann / Tony Monteiro), Jogo Rápido (Claudia Bia) e Mail Artifício (Luís).

Também colaboraram: Eduardo Monteiro (ES), Edhson FM (SP), Nino (PE), Hélio Nascimento (PI) e Paulo Klein (SP).

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Contracorrente nº 12

Abril de 1987, edição 12 do Contracorrente. A cena brusquense começa a tomar forma. O jornal coloca na capa o Bandeira Federal, a principal banda brusquense da época, que chegava à sua personalidade própria e começava a trilhar sua maturidade autoral. Um ano depois, com o primeiro show “interestadual” no Amarelo Vinte, os elementos estariam completos. Mas chegaremos a essa parte da história no tempo correto…

Na contracapa desta edição, Luís faz uma análise da cena local daquele momento específico, a partir de shows de rock que aconteceram no Samuray Play Center do Ademar Tomazoni – uma pessoa controversa que teve um lugar importante em várias cenas e momentos culturais da cidade. R.I.P.

Luís diz: “querem suprimir da adolescência o sentido da liberdade, da experimentação, da escolha e do prazer. Nada de novo na história da humanidade. A ignorância come solta. O preconceito é o ar que se respira por aqui (e não só em BQ, se bem que aqui é mais predominante) absurdamente fascista, moralista, agressiva e intolerante. Arcaica”. E tão atual…
A edição traz a primeira colaboração de uma dupla que foi importantíssima para a época e para nós: Pena e Zeca, os donos do programa de rádio Sincronia Total, na Antena 1 de Florianópolis. Outro colaborador inédito: Renato Martins Filho, o sócio do Redson no selo Ataque Frontal. Aurélio Roberge Filho, de Florianópolis, fala sobre rádio pirata.

Participaram também Alexandre A. Pereira, Adalto Alves e o figuraça e amigo já então antigo Hélio Leite – que hoje a gente encontra no Facebook sob o nome Hl Leites. Mais uma vez, temos nossas seções O Peso do Brasil (Tony Zimmermann/Tony Monteiro), Jogo Rápido (Claudia Bia) e Mail Artifício (Luís).

No expediente, um agradecimento bem interessante “pra quem falou do nosso Contra aí pela big mídia”: Luiz Carlos Mansur (Jornal do Brasil), Tom Leão (Visual Esportivo e O Globo), Otávio Rodrigues (HV), Carla Cantão (Somtrês) e Albino Kamer (RBS TV).

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Contracorrente nº 11

O Contracorrente 11 continuou a fase da periodicidade bem comportada, saindo em março de 1987. Demos a capa para o evento que aconteceu em Laguna, com destaque para os Titãs, banda mais importante da primeira noite do festival.

Temos também análises sobre o momento que o rock estava passando, críticas sobre lançamentos e sobre bandas independentes, notícias do Cólera na Europa (para manter a tradição!). A contracapa fala só sobre rádio, outra frente importante para fazer circular informação, na época.

Estão nesta edição as colunas O Peso do Brasil (Tony Zimmerman / Tony Monteiro), de Canudinho e Jogo Rápido (Claudia Bia) e Mail Artifício (Luís).

Colaboraram: Eduardo Monteiro (ES), Alexandre Gomes Pereira (RS), José Augusto Gonçalves (RJ), Jall Chaves (SE), Antonio Vasconcelos (SP). O expediente também cita Aurélio Roberge Filho (de Florianópolis), Joaquim Branco (RJ) e a fundamental dupla Werneck/Neri.

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Contracorrente nº 10

O ano começou bem: a décima edição do Contracorrente saiu em fevereiro, mantendo uma rara periodicidade mensal. A cobertura da vinda do Ramones para São Paulo, feita por Antonio Vasconcelos ganhou a capa do jornal. Foi o famoso show no Palace – o que foi noticiado pela imprensa por causa da confusão com os carecas.

O Contra 10 ocupou três páginas com uma longa e ótima entrevista com três dos membros da banda Maria Angélica Não Mora Mais Aqui: Fernando Naporano, Phillipe e Carlão.

Tem ainda um texto sobre o filme Cidade Oculta, a entrevista feita pela Pat Get com o 365, Patricia C falando sobre o selo Plug, Luís focalizando os lançamentos dos discos dos Kães Vadius e do Grinder’s e o grupo finlandês Massacre. Alexandre Pereira faz a crítica de So, do Peter Gabriel.  Isso e mais as colunas Mail Artifício, de Canudinho e O Peso no Brasil. 

A lista de onde “se corre o risco de encontrar o Contracorrente” ia aumentando a cada edição. Eram lojas ou espaços públicos para onde a gente mandava pacotes com 20 ou 30 jornais, para distribuição gratuita.

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Contracorrente nº 9

Viramos o ano. O Contracorrente 9 saiu em janeiro de 1987 – com direito a várias DRs na seção Ckorreio. Se você conseguir ler, é capaz de se divertir…

A edição tem entrevista com Garotos Podres, textos sobre a banda Varsóvia, sobre o filme True Stories (José Augusto Gonçalves), críticas do Luís sobre Somewhere in Time, do Iron Maiden e Fresh Fruit for Rotting Vegetables, dos Dead Kennedys (eclético!), sobre a New Face Records (Fábio R. Sampaio e David Cintra), sobre o Kraftwerk (logicamente escrito pelo Eduardo Monteiro). Tem as colunas Jogo Rápido (zines, publicações diversas, poesia e literatura), O Peso no Brasil (Tony Zimmermann), de Canudinho (escrita por Claudia Bia, com notícias menos óbvias que aparecem na mídia).

Além dos citados aí acima, colaboraram no Contra 9 Werneck e Neri (PR).

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Contracorrente nº 8

A oitava edição do Contracorrente encerrou 1986 com uma conquista que não foi duradoura: foi uma das poucas a ter 12 páginas.

O conteúdo tem uma mistura amadurecida de temas. Teve, entre outras,  crítica sobre a fita demo do Divergência Socialista, de Belo Horizonte (a banda de Marcelo Dolabela, Marompas e Rubinho Troll), uma “não entrevista” com o Lobotomia, de São Paulo, a cobertura a quatro mãos do show de Siouxsie and the Banshees (e Plebe Rude) em Santos. Teve também as colunas mais ou menos fixas O Peso no Brasil (Tony Zimmermann, ou seja, Tony Monteiro), que é auto explicativa; Jogo Rápido (Claudia Bia) sobre literatura fanzines – e outros materiais recebidos pelo correio – e Mail Artifício (Luís) sobre arte postal. A seção Ckorreio ganhou uma página extra nesta edição. Mais letrinha miúda.

Colaboraram também Adalto Alves (GO), Alex Cabral (PR), Alexandre Pereira (SP), Antonio Vasconcelos (SP), Dany (SP) e Rosinaldo (RJ).

 

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Contracorrente nº 7

A capa do Contracorrente 7 focou, pela primeira vez, na arte postal, tema de uma coluna regular do Luís, que já fazia arte postal e consequentemente tinha muito contato com artistas desde os anos 70.

Werneck e Neri jogam suas bombas em todas as (oito) páginas da edição. Na seção Ckorreio, presenças locais: Saulo Adami e Paulo Viteritte. Cabe uma explicação: querendo publicar o máximo de cartas, o tamanho das letras foi ficando tão reduzido que fazia inveja a muita bíblia por aí.

É uma edição com um mix mais misturado do que o normal (e com menos foco na música). Colaboraram: Eduardo Monteiro (ES), José Paulo (Jacareí, SP), Fred Svendsen (Pb), Patrícia L. (RJ), Flavio Calazans (Santos), Grupo Abismo Produções (RJ) – e o Marcão Silva, de Brusque.

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Contracorrente nº 6

O Contracorrente 6 foi vítima, ainda, de todo tipo de erro na diagramação. Teve repetição de expediente, com créditos errados, teve colaborador que virou título de texto… tudo para combinar com uma capa que já era, em si, uma grande errata – uma errata maravilhosa, já que teve tiras inéditas do Bife Sujo & Cia, do Neri e do Werneck.

Na seção de cartas, além de algumas controvérsias (alô, Avelino de Araújo!), algumas vozes de Brusque: de Natália Schlosser, que já estava na vida alternativa da cidade faz tempo, ao “novato” Edison Correa, que virou amigo para sempre. A estratégia de enviar o jornal para os endereços que eram capturados na Somtrês e na Bizz deu muito certo.

Também participaram da edição Patricia C., Rogério Lubk (Ral Mercury)(SP), Adilson Joaquim (SP) e Rosinaldo. O conteúdo reforçava a mistura de música alternativa, literatura, arte postal e aquela visão crítica sobre tudo.

Esta deve ter sido a primeira edição em que não falamos do Cólera. 😝

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Contracorrente nº 5

Finalmente, em setembro de 1986, sai a edição do Contra com a cobertura do show no Sesc que fez parte da programação de aniversário de Brusque. Aquele show que o jornal falava desde os números anteriores: Bandeira Federal (Brusque), Grifo (Blumenau), Beijo AA Força (Curitiba) e Cólera

Com tanta atenção ao show, até reclamação na seção Ckorreio apareceu. Compreensível. 

O Contracorrente 5 teve poucos colaboradores. Basicamente,  José Augusto Gonçalves (do zine Novas Tendências, do Rio de Janeiro) e as tiras – não creditadas – do Bife Sujo & Cia dos incríveis Werneck e Neri, que viraram colaboradores frequentes e amigos. Na edição seguinte este erro seria corrigido. 

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