E chegamos à última edição do Contracorrente, que saiu em em algum momento do segundo semestre de 1989, . Com 16 páginas, o miolo da edição é um especial de 4 páginas sobre arte postal, em papel jornal. Uma versão estendida da coluna Mail Artifício, toda produzida pelo Luís.
Na capa, o show com a banda psychobilly paulista Soviet American Republic, que aconteceu em junho, com as bandas brusquenses Shit, DaBesta e Ode to BQ. E nos aproveitamos de uma carta enviada pelo Milton Trajano para “colar” um desenho do Camarillo Brillo dele no cantinho da capa. O SAR também ganhou espaço nas páginas internas, com uma longa entrevista feita com o vocalista Niki Nixon.
Layse P. Soares fala sobre a banda feminina Yeastie Girlz, “uma espécie de vaginacore rap“. Fabiano Melato destrincha The Stars We Are, disco de Marc Almond, o primeiro solo do vocalista do Soft Cell a sair no Brasil. Mais quadrinhos: tem tira assinada por Alex “Gopo” Cabral.
A edição tem crítica de discos da cena independente do Brasil (do próprio SAR, do favorito Defalla, Maria Angélica Não Mora Mais Aqui e Harry. No espaço Mínimas & Indispensáveis, o registro de um momento histórico da nossa cena:
“Blumenau mostra suas garras: dentro de um evento over-divulgado como o ‘Blumenália In Concert’, que aconteceu dia 9 de junho, com Capital Inicial, Nenhum de Nós e as bandas de SC Vlad V, Grifo, Free Way (todas essas alimentando anos e anos de atraso…) e Bandeira Federal. A censura, o provincianismo e a inveja moveram a produção do show – e o Bandeira foi literalmente expulso do palco. Ridículo. Era visível a gana do (des)animador Boni (também vocalista do Grifo) ao arrancar o microfone das mãos do Deschamps. De novo: ridículo.”
No expediente,é citado Rafael Risch como “nosso chefe de expedição”. Pura injustiça, ele só ser reconhecido na edição final…
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